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Esporte

Clubes aprovam regras mais duras contra cera e antijogo no Brasileirão

Brasileirão: veja mais detalhes sobre a taça do campeonato (Lucas Figueiredo/CBF/Flickr)

Os clubes das Séries A e B aprovaram nesta segunda-feira (10) um pacote de mudanças para tentar diminuir a cera e aumentar o tempo de bola rolando nas competições nacionais. As novas regras foram discutidas em reunião no Rio de Janeiro e serão aplicadas já nas próximas rodadas. Entre as medidas está a chamada “Lei Vini Jr.”, que prevê expulsão para jogadores que cubram a boca durante uma comunicação provocativa, depreciativa ou inflamatória com adversários.

Outra mudança importante envolve atendimentos médicos. Quando um goleiro precisar deixar o campo para receber atendimento, um jogador de linha da mesma equipe também terá que sair e permanecer fora por um minuto. Nos demais casos, o atleta atendido deverá aguardar 60 segundos antes de retornar. A medida busca evitar que supostas lesões sejam utilizadas para interromper o jogo e permitir que as equipes ganhem tempo ou recebam instruções dos treinadores.

Também haverá limite para reposições e substituições. O árbitro poderá iniciar uma contagem visual de cinco segundos quando identificar demora proposital em cobranças de lateral e tiro de meta. No lateral, a demora fará a posse passar ao adversário; no tiro de meta, o rival ganhará um escanteio. Já o jogador substituído terá dez segundos para deixar o gramado após a sinalização da alteração. Se houver atraso, o substituto terá que esperar um minuto para entrar.

A CBF pretende elevar o tempo efetivo de jogo no futebol brasileiro. Atualmente, a Série A registra média de 52min54s de bola rolando, enquanto a Série B tem apenas 51min09s. A entidade estabeleceu como objetivo chegar a 57 minutos e estima que apenas a redução das interrupções causadas por faltas, reposições, atendimentos médicos e utilização do VAR poderia recuperar mais de seis minutos por partida.

O protocolo do VAR também será ampliado. A tecnologia poderá auxiliar a arbitragem em casos de aplicação equivocada de um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. A partir de 2027, a revisão também poderá ser utilizada quando um escanteio marcado incorretamente tiver participação direta em um gol ou pênalti. As medidas fazem parte da tentativa de tornar as partidas mais dinâmicas e reduzir estratégias utilizadas para retardar o jogo.

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