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Esporte

Brasil ainda não convence grandes investidores do futebol, avalia especialista em SAFs

Campo de futebol e bola

O futebol brasileiro tem potencial para se tornar um dos mercados mais atrativos do mundo, mas ainda enfrenta dificuldades para conquistar grandes grupos internacionais. A avaliação é do advogado Rodrigo Monteiro de Castro, especialista em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), que participou do programa CNN Esportes S/A e comparou o cenário nacional ao crescimento de clubes europeus impulsionados por investimentos bilionários.

Segundo o especialista, as mudanças provocadas pela reforma tributária aumentaram a preocupação em relação ao ambiente para as SAFs no país. A alíquota que chegou a ser projetada em 8,5% acabou estabelecida em 6% após negociações, mas, na visão de Monteiro de Castro, alterações desse tipo dificultam a previsibilidade necessária para quem pretende investir grandes quantias no futebol.

O advogado afirma que o Brasil ainda está distante de receber a maior parte dos investidores que possuem protagonismo no futebol mundial. Para ele, além de Red Bull e Grupo City, poucos grupos internacionais avançaram de maneira efetiva no mercado brasileiro. “Quiseram vir, mas colocaram o pé no freio”, afirmou ao comentar o comportamento desses potenciais investidores.

Na avaliação de Monteiro de Castro, a dimensão do futebol brasileiro continua sendo um enorme atrativo. O país possui clubes tradicionais, uma grande base de torcedores e capacidade de revelar jogadores, características que poderiam transformar o mercado nacional em uma oportunidade única para investidores estrangeiros.

Para que esse potencial seja aproveitado, porém, o especialista considera fundamental oferecer maior segurança jurídica e estabilidade nas regras. Na visão dele, a criação de um ambiente mais previsível poderia destravar novos aportes e aproximar o futebol brasileiro do modelo observado em clubes como Manchester City e Paris Saint-Germain, que cresceram após receberem investimentos de grandes grupos.

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