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Esporte

Clube francês anuncia promessa brasileira de 16 anos que já jogou em time masculino

Giovanna Waksman / Foto: Divulgação/OL Lyonnes

O Lyon anunciou, nesta segunda-feira (9), a contratação de Giovanna Waksman, promessa do futebol brasileiro de apenas 16 anos. O contrato é o primeiro profissional da brasileira e vai até junho de 2028.

A informação é da CNN. A meia, que já é figurinha carimbada nas convocações de base da Seleção Brasileira, jogava no FC Florida, time de formação comandado por John Textor, e também no colégio Pine School, onde cursava o ensino médio.

Giovanna sofreu uma lesão nos ligamentos do joelho esquerdo em outubro de 2025 quando disputava a Copa do Mundo Sub-17 com a Seleção e não joga desde então. A meia vai seguir o tratamento no Lyon. A equipe francesa, oito vezes campeã da Champions League feminina, também conta com a brasileira Tarciane no elenco.

Com a Amarelinha, Giovanna conquistou o Sul-Americano Sub-17 em 2024, quando foi eleita a melhor jogadora do torneio com cinco gols. Antes da lesão, em julho de 2025, chegou a ser convocada por Arthur Elias pela primeira vez para um período de treinos com a Seleção principal.

Início da carreira no Botafogo masculino

A relação de Giovanna Waksman com John Textor não é uma coincidência, ela iniciou a carreira nas categorias de base do Botafogo masculino. Isso porque, ao chegar em General Severiano em 2020, o clube não tinha categorias no feminino para encaixar a pequena craque.

A solução foi colocar Giovanna para treinar com as jogadoras sub-18 e o com adulto do Glorioso. Posteriormente, a jovem começou a treinar e jogar com os meninos de sua idade, nas categorias sub-12 e sub-13.

Preconceito na base

O destaque no masculino foi imediato, com gols e assistências, mas não livre de preconceito, principalmente de pais de outros atletas que tentavam impedir sua participação.

Em junho de 2022, revelou que sofria ameaças de mães de atletas de times adversários. Na época, era a única menina inscrita no Campeonato Municipal Sub-13, que, na teoria, era um torneio misto.

Naquele mesmo ano, Giovanna relatou as diversas violências que vinha sofrendo.

"Gritam mandando me matar, dizendo para não deixar eu jogar, que futebol é para homem. E coisas muito piores também. A maioria vem de mulheres, as mães dos meninos. O fato de eu ser menina pesa porque os pais não aceitam quando vou melhor do que eles. Mas os meninos não têm isso. Eles obedecem o que os pais mandam eles fazerem. Eu jogo, vou para cima deles e eles me batem", desabafou em entrevista ao ge.

Na época, o Botafogo também saiu em defesa de sua atleta, confirmando o relato de Giovanna e repudiando o ocorrido.

"A Giovanna Waksman vem sofrendo ataques verbais e duras faltas nas partidas disputadas, em um espaço que conquistou através do seu talento e competência. Temos orgulho das nossas atletas e repudiamos qualquer ato de violência verbal ou física, dentro ou fora dos gramados", escreveu o clube nas redes sociais.

Projeto esportivo nos EUA

O sucesso despertou o interesse de John Textor, dono do Botafogo, que ofereceu à Giovanna um projeto esportivo, levando a menina para estudar e jogar nos Estados Unidos.

Na temporada juvenil 2024/25, conquistou diversos prêmios individuais com sua escola e com o FC Florida, sendo eleita MVP da liga, melhor jogadora do país, melhor jogadora da Flórida e atleta do ano, com 87 gols marcados e 14 assistências anotadas.

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