Após se apresentar à polícia na manhã desta segunda-feira (26/1), um dia depois de a Justiça expedir o mandado de prisão, o cantor João Lima, acusado de agredir a esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante, deverá ser transferido para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Roger, onde permanecerá em prisão preventiva, à disposição da Justiça. Com informações do portal LeoDias.
Segundo informações obtidas com exclusividade pelo portal LeoDias, João Lima passará por audiência de custódia ainda nesta segunda-feira (26), por volta das 14h. Até lá, ele seguirá detido na carceragem da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), no Centro de João Pessoa. A transferência para o Presídio do Roger está prevista para acontecer ainda hoje, após a audiência.
A unidade prisional é a mesma onde estão detidos, desde agosto de 2025, os influenciadores Hytalo Santos e Israel Natã Vicente, conhecido como Euro.
Entenda o caso
O cantor paraibano João Lima teve a prisão decretada neste domingo (25/1) pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O artista é investigado por violência doméstica contra a esposa, Raphaella Brilhante, que também conta com medida protetiva em vigor. Vídeos que mostram as agressões vieram a público e repercutiram em todo o país no último sábado, (24/1). A decisão foi assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e consta nos autos do processo que investiga o artista por violência doméstica contra Raphaella.
Conforme descrito no processo, as agressões teriam ocorrido no dia 18 de janeiro. A vítima relata ter sofrido socos, apertos na mandíbula e ter sido amordaçada, o que teria sido feito para impedir que ela gritasse ou pedisse ajuda. Ainda segundo o documento judicial, João teria entregue uma faca à vítima e ordenado que ela tirasse a própria vida.
Os registros indicam que as ameaças não cessaram após esse episódio. Três dias depois, já na casa da mãe de Raphaella, o cantor teria voltado a ameaçá-la. De acordo com os autos, ele teria afirmado que acabaria com a vida da vítima caso ela não reatasse o relacionamento e que, se ela se envolvesse com outra pessoa, também mataria o novo companheiro.
Diante da gravidade dos relatos, a Justiça determinou uma medida protetiva de urgência, que proíbe João de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a vítima e seus familiares. Além disso, foi expedido o mandado de prisão preventiva, medida utilizada quando há entendimento de que a liberdade do investigado pode representar risco à vítima ou ao andamento do processo.
Em relato obtido pela reportagem do portal LeoDias, Raphaella afirmou que os episódios fazem parte de uma sequência de violências, muitas vezes motivadas por ciúmes e, em alguns casos, sem motivo aparente. A médica também relatou uma tentativa de homícidio: “Ele, ele literalmente, literalmente, ele tentou me matar, literalmente. Ele tentou me sufocar, eu não conseguia respirar”.