A vida de Gennaro Gattuso é marcada por uma batalha que vai muito além do futebol. Aos 48 anos, o ex-meia e atual técnico da Lazio convive há aproximadamente 15 anos com a miastenia gravis ocular, doença autoimune que interfere principalmente nos músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos. Campeão mundial com a Itália em 2006, o treinador revelou que precisa manter um tratamento contínuo para controlar os efeitos da condição.
Em entrevista durante o Festival dello Sport, na Itália, Gattuso contou que a cortisona faz parte de sua rotina há mais de uma década. O treinador explicou que, sem o medicamento ou o uso de Diprospan, enfrenta dificuldades para enxergar corretamente. “Já faz 15 anos que tomo cortisona, porque, se não uso cortisona ou a Diprospan, não consigo enxergar corretamente”, relatou.
Apesar dos desafios provocados pelo tratamento, o italiano afirmou que conseguiu aceitar a doença e aprendeu a conviver com ela. Gattuso também destacou que procura não permitir que a condição controle sua vida. “Sou mais forte do que a doença”, disse. Ao mesmo tempo, reconheceu que o uso prolongado de cortisona traz dificuldades e exige mudanças na rotina.
Uma dessas mudanças foi abandonar completamente o álcool. Segundo Gattuso, ele não consome bebidas alcoólicas há quase sete anos justamente por causa do tratamento. O ex-jogador explicou que decidiu cortar a bebida para evitar consequências relacionadas ao uso contínuo da medicação.
Além da saúde, Gattuso também falou sobre a frustração de ficar fora da Copa do Mundo de 2026 como técnico da Itália. A equipe caiu diante da Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, na repescagem das Eliminatórias. O treinador revelou que a eliminação teve impacto forte nos meses seguintes e chegou a prejudicar seu sono. Mesmo depois de conseguir acompanhar a competição, afirmou que a derrota deixou uma marca que permanecerá em sua carreira.