Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, afirmou ao Metrópoles que providenciou o jato usado pelo senador Flávio Bolsonaro e familiares para viajar aos Estados Unidos na quarta-feira (28/10). A participação do governo norte-americano na operação havia sido noticiada inicialmente pelo jornal The New York Times.
Segundo o Metrópoles, Miller confirmou ter participado da organização da viagem do senador ao território norte-americano. O trecho entre a Argentina e os Estados Unidos foi realizado em um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa argentina Baires Fly.
De acordo com as informações da companhia, a aeronave tem capacidade para 13 passageiros, com poltronas que podem ser convertidas em seis camas, e atinge velocidade de 935 km/h. A estrutura inclui cozinha traseira, forno de convecção e iPads, além de atendimento personalizado disponível 24 horas.
Trump autorizou entrada temporária
Conforme a reportagem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a entrada de Flávio e dos familiares por meio do chamado “parole”. O mecanismo permite a permanência temporária de estrangeiros no país por razões humanitárias urgentes ou por benefício público significativo. Trump confirmou publicamente a autorização na quarta-feira (28/10).
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou ao The New York Times que o senador e os familiares passaram por inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras. Segundo o órgão, todos foram liberados após o procedimento.
Uma autoridade norte-americana ouvida pelo jornal afirmou que Flávio deverá solicitar futuramente o green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos. Segundo essa fonte, o pedido poderá tramitar de forma acelerada, como teria ocorrido com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão mais novo do senador, que, de acordo com a reportagem, obteve residência permanente em julho.