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Política

Aliados de Lula e Flávio intensificam guerra digital com canais milionários

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Aliados dos candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) têm ampliado as estratégias digitais para divulgar conteúdos de campanha, mobilizar apoiadores e conquistar votos no segundo turno. Com informações do Blog Isabel Mega, da CNN.

Após o resultado do primeiro turno, o deputado federal André Janones (Rede) organizou o canal “Exército do Lula”, que chegou a reunir mais de 4 milhões de pessoas no WhatsApp. A plataforma, no entanto, foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por descumprimento de regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Janones espera retomar o canal após o registro oficial da campanha de Lula.

Na manhã desta quarta-feira (14), o canal aparecia como fechado no Brasil. Enquanto isso, apoiadores do presidente utilizam o “Canal do Lula”, que reúne cerca de 1,5 milhão de seguidores e também distribui orientações para incentivar o compartilhamento de conteúdos nas redes sociais.

Do lado do PL, a mobilização ocorre por meio da “Tropa do Flávio”, canal no WhatsApp com aproximadamente 1,6 milhão de inscritos. As publicações incluem vídeos de Flávio Bolsonaro, recortes de propostas e conteúdos críticos ao presidente Lula.

Flaviômetro monitora engajamento de aliados

Além dos canais de mensagens, o PL aposta no “Flaviômetro”, uma plataforma digital criada para acompanhar a participação de parlamentares e aliados na campanha de Flávio Bolsonaro.

Disponível na internet desde 8 de outubro, a ferramenta monitora publicações de políticos, incluindo parlamentares eleitos para o Congresso em 2027, senadores que já ocupam o cargo e 512 prefeitos.

O sistema organiza um ranking com base em critérios como menções a Flávio, pedidos de voto e publicação de vídeos relacionados à campanha. Conteúdos voltados exclusivamente a Lula ou ao PT não são contabilizados.

No ranking divulgado na manhã desta quarta-feira (14), o deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) aparecia na liderança. Em seguida, estavam o senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP), o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A disputa evidencia o uso de canais de mensagens e ferramentas de monitoramento de engajamento como instrumentos de mobilização política durante a campanha eleitoral.

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