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Segurança

Agente de saúde com medida protetiva é morta na porta de casa em Natal

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A agente de saúde Luciana Corlett foi assassinada a tiros na Rua Casa Grande, no conjunto Nova Natal, bairro Lagoa Azul, na Zona Norte de Natal. Ela voltava da academia de motocicleta e seguia para casa quando foi abordada por um homem armado. Com informações do Portal da Tropical.

Segundo informações preliminares, um veículo se aproximou de Luciana e um homem disparou várias vezes contra ela, atingindo principalmente a cabeça. A agente morreu no local. Muros e portões de imóveis próximos também foram atingidos pelos tiros. A Polícia Militar foi acionada e realizou os primeiros procedimentos.

A possibilidade de Luciana ter sido seguida desde a academia até a residência é uma das hipóteses a serem apuradas. A dinâmica do ataque e a identidade do autor ainda precisam ser esclarecidas.

Luciana havia relatado descumprimento de medida protetiva

Um trecho de um processo judicial registra que Luciana solicitou uma medida protetiva em abril de 2026. Conforme o documento, o pedido foi concedido e o acusado recebeu a notificação cerca de 15 dias depois. Posteriormente, ela relatou dois episódios de suposto descumprimento da decisão.

O primeiro teria ocorrido em 19 de maio, enquanto Luciana acompanhava a filha em uma consulta médica. Segundo o relato apresentado no processo, o ex-companheiro teria entrado na casa utilizando um controle remoto que ele mesmo havia configurado. A entrada teria sido registrada por câmeras de segurança.

No segundo episódio, relatado em 13 de junho, o homem teria estacionado em frente à residência e dirigido ofensas a Luciana e a outras pessoas que estavam no imóvel. Ela manifestou interesse em representar criminalmente contra o acusado por invasão de domicílio e pelas ofensas, além de solicitar a manutenção da medida protetiva. O documento também menciona vídeos e fotografias que poderiam comprovar os relatos.

Luciana era separada, morava com a filha e trabalhava na Unidade de Saúde da Família Cidade Praia. Em nota de pesar, a equipe destacou a dedicação da profissional e sua contribuição para a saúde da comunidade. A unidade classificou a morte como uma perda irreparável e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.

Não há confirmação de participação do ex-companheiro no assassinato. A Polícia Civil deverá investigar a autoria e a motivação do homicídio, além de apurar se existe relação entre o crime e os episódios relatados por Luciana no processo.

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