A defesa do Atlético-MG elevou o tom durante o julgamento de Kaio Jorge no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O advogado do clube, Rafael Libertuci, classificou como “tentativa de homicídio” a jogada protagonizada pelo atacante do Cruzeiro que atingiu o zagueiro Ruan Tressoldi no clássico pela Copa do Brasil.
Segundo Libertuci, Kaio Jorge teria atingido o defensor de maneira deliberada e sem disputar a bola. “O que o Kaio Jorge fez não foi uma cama de gato, foi uma agressão deliberada. Ele olha o jogador e dá uma ombrada nele. Não é uma cama de gato, é uma tentativa de homicídio. É uma bizarrice sem precedentes”, afirmou durante a sessão.
O advogado ainda citou outros episódios envolvendo o atacante em clássicos recentes e questionou a atuação do tribunal diante do histórico apresentado pelo Atlético-MG. Em outro momento, afirmou que o lance poderia ter provocado consequências muito mais graves. “Poderíamos estar falando no banimento do Kaio Jorge, porque o Ruan Tressoldi poderia ter morrido”, declarou.
A fala provocou uma discussão durante a sessão. O advogado do Cruzeiro, Michel Assef, interrompeu Libertuci e questionou os argumentos apresentados pela defesa atleticana. Após o episódio, o representante do Atlético-MG retomou a manifestação e voltou a criticar o comportamento de Kaio Jorge nos confrontos entre os clubes.
Apesar das acusações, Kaio Jorge recebeu apenas um jogo de suspensão no julgamento, com a pena convertida em advertência. Com isso, o atacante está liberado para enfrentar o Atlético-MG nesta terça-feira, na Arena MRV, pelo segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil. O lance que originou a denúncia aconteceu logo no primeiro minuto do clássico de ida, quando Ruan Tressoldi caiu após o contato com o cruzeirense e precisou ser substituído aos 18 minutos. O zagueiro foi levado ao hospital, mas os exames não apontaram lesões.