O ex-procurador da República Deltan Dallagnol afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria tentado restringir o alcance de um compromisso de quebra de sigilo bancário, fiscal e de dados relacionados ao cartão corporativo. Segundo ele, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL) identificou o que classificou como uma tentativa de limitar a divulgação de informações.
Dallagnol declarou que Lula deveria apresentar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), documentos relacionados à abertura dos sigilos, mas afirmou que isso não teria ocorrido. Segundo o ex-procurador, a proposta apresentada buscava renovar os compromissos de transparência, mas deixava de fora informações referentes ao Instituto Lula e dados que, na avaliação dele, seriam importantes para esclarecer questões envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
No vídeo, Dallagnol afirma que os advogados de Flávio Bolsonaro fizeram anotações nos documentos para esclarecer que a quebra de sigilo deveria ocorrer de forma integral. Ele também declarou que a equipe pressionou os representantes jurídicos de Lula a assinarem os termos com as alterações.
Ainda segundo Dallagnol, os envolvidos deveriam reunir procurações e demais documentos necessários para viabilizar a abertura dos sigilos. Ele afirmou que a divulgação das informações permitiria ao público conhecer dados que considera relevantes.
Ao final do vídeo, o ex-procurador fez referência à Operação Lava Jato e declarou acreditar que os documentos revelariam irregularidades. A afirmação representa a avaliação de Dallagnol, e não uma comprovação de que eventuais crimes tenham sido cometidos.
As alegações foram apresentadas por Dallagnol no vídeo. Para confirmar os detalhes do episódio, é necessário consultar os documentos protocolados no TSE e eventuais manifestações das campanhas envolvidas.
Assista o vídeo abaixo:
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