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Segurança

Saiba quem é o prefeito do RN apontado pela Polícia Civil como líder de milícia privada

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O prefeito de Ielmo Marinho, município da Região Metropolitana de Natal, Fernando Batista Damasceno, conhecido politicamente como Fernando de Canto de Moça (MDB), foi preso em flagrante nesta quarta-feira (28) durante a Operação Securitas, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. De acordo com a corporação, o gestor municipal é apontado como líder de uma organização criminosa investigada por intimidação de adversários políticos e pela prática de ilícitos na região.

As informações constam em comunicado oficial da Polícia Civil, divulgado à imprensa após o cumprimento dos mandados judiciais. As investigações tiveram início em 2023 e apuram a atuação de um grupo que, segundo a polícia, conta com a participação de agentes políticos, ocupantes de mandato legislativo e um policial militar

Quem é o prefeito investigado

Fernando Batista Damasceno nasceu em 30 de dezembro de 1977, é natural de Natal (RN), casado e possui ensino médio incompleto, conforme dados declarados à Justiça Eleitoral. Antes de ingressar no Executivo municipal, atuava como empresário, profissão também informada em seu registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Fernando foi eleito prefeito de Ielmo Marinho nas Eleições Municipais de 2024, obtendo 51,99% dos votos válidos. O mandato teve início em 1º de janeiro de 2025 e tem previsão de término em 31 de dezembro de 2028. O vice-prefeito eleito é Ionaldo Souza, filiado ao partido Republicanos.

Na campanha eleitoral, Fernando declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio no valor de R$ 961.772,32, conforme consta no sistema de divulgação de candidaturas do TSE. Os bens declarados incluem valores em contas bancárias e outros ativos de natureza privada, detalhados na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

Operação Securitas

A Operação Securitas deu cumprimento a sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário, no âmbito de investigação que apura a atuação de uma organização criminosa armada. As diligências ocorreram nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim.

Segundo a Polícia Civil, os fatos que impulsionaram a investigação incluem uma ocorrência registrada em Ielmo Marinho, quando houve informação de que homens fortemente armados estariam no interior da Câmara Municipal, supostamente realizando segurança privada de um parlamentar e atuando para intimidar opositores políticos.

Durante essa ocorrência, a polícia apreendeu um arsenal de armas e munições, incluindo armamentos de calibres restritos (.40 e .45), além de outros materiais. A investigação apura, entre outros crimes, porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa.

Prisão em flagrante

Ainda de acordo com a Polícia Civil, durante o cumprimento das medidas judiciais nesta quarta-feira (28), o prefeito foi preso em flagrante pelo crime de embaraço à investigação de organização criminosa. Conforme a corporação, Fernando Batista teria arremessado valores em dinheiro e um aparelho celular para fora de sua residência, com o objetivo de ocultar provas.

A operação conta com a atuação integrada do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) e o apoio da Polícia Militar do RN (PMRN).

Significado da operação e investigações

O nome Securitas, segundo a Polícia Civil, tem origem no latim e significa “segurança”, em referência ao objetivo da ação policial de restabelecer a ordem pública, coibir a atuação de grupos armados e proteger as instituições, especialmente no contexto político-administrativo.

As investigações seguem em andamento. A Polícia Civil informou que novos desdobramentos não estão descartados e reforçou a importância da colaboração da população por meio do Disque Denúncia 181, com garantia de anonimato.

Até a última atualização desta reportagem, não havia manifestação pública da defesa do prefeito sobre as acusações.

 

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