A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, entre os dias 15 e 17 de setembro, 11 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária contra suspeitos de envolvimento no sequestro e homicídio do empresário Marcelo Silva de Oliveira, de 29 anos, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.
Inicialmente, o caso foi tratado como um possível sequestro. Desde o desaparecimento da vítima, equipes da Polícia Civil realizaram diligências para localizá-la e esclarecer o caso. O corpo do empresário foi encontrado no dia 1º deste mês, em uma cova com cerca de quatro metros de profundidade, em uma granja em Macaíba.
Durante as investigações, dois homens suspeitos de participação no crime foram presos no dia 15 de setembro, após deixarem o Rio Grande do Norte com destino ao Paraguai. Eles foram interceptados no Paraná, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR).
Na ocasião, um policial civil da Paraíba que acompanhava os suspeitos também foi conduzido à delegacia. Contra ele, foi instaurado procedimento por favorecimento pessoal, e ele responderá em liberdade. Com o grupo, foram apreendidos aparelhos celulares e mais de R$ 40 mil em espécie.
Ainda no dia 15, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em Natal.
No dia 16 de setembro, outro suspeito foi preso em Fortaleza, no Ceará. Já nesta quinta-feira (17), foram cumpridos mais sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Parnamirim, São José de Mipibu, Macaíba e Boa Saúde.
Como resultado parcial das diligências desta quinta-feira, foram apreendidas três armas de fogo, mais de 400 munições, mais de R$ 434 mil em dinheiro e um relógio de luxo, além de outros elementos de prova. Uma pessoa também foi presa em flagrante.
Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Civil. As diligências continuam com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do crime, identificar a motivação e responsabilizar os envolvidos.

A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas à imprensa assim que houver elementos confirmados que não comprometam o andamento das investigações.
Informações que possam contribuir com o caso podem ser repassadas de forma anônima e segura pelo Disque Denúncia 181.