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Política

Moraes diz que Flávio é reincidente no descumprimento de ordens do STF

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Ao proibir as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou que o parlamentar é reincidente no descumprimento de medidas cautelares. Com informações do Metrópoles.

Nesta segunda-feira (13), o magistrado suspendeu as visitas até o fim do segundo turno das eleições e deu 48h para que a defesa explique a divulgação de uma carta escrita pelo ex-chefe do Planalto.

A decisão ocorre após o senador tornar pública, nas redes sociais, no último sábado (11), um texto redigido pelo ex-presidente na qual ele coloca o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Entenda

- Ex-presidente cumpre prisão domiciliar com uma série de medidas cautelares.

- Jair Bolsonaro está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

- Visitas são autorizadas somente pelo STF.

- Flávio divulga carta do pai em meio à crise da família Bolsonaro.

- Em manuscrito, ex-presidente coloca o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

- PT aciona STF e pede revogação de prisão domiciliar de Bolsonaro após carta.

- Moraes dá 48h para a defesa de Jair Bolsonaro se explicar e proíbe visitas de Flávio.

- Ministro diz que o senador é reincidente no descumprimento de medidas cautelares.

Moraes lembrou que, em agosto de 2025, o que na época motivou a decretação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, Flávio também havia descumprido ordens do STF ao transmitir em suas redes uma fala do ex-presidente por telefone durante um ato político em Copacabana (RJ).

“Observo, ainda, que Flávio Nantes Bolsonaro é reincidente em sua conduta desrespeitosa as decisões judiciais, pois em 3/8/2025, juntamente com seu pai Jair Messias Bolsonaro, desrespeitaram a mesma medida cautelar de ‘proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros’, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários políticos”, ressaltou.

À época, esse descumprimento das cautelares resultou na decretação provisória da prisão domiciliar do ex-presidente no dia seguinte. Agora, a defesa de Jair Bolsonaro terá de esclarecer se o ex-chefe do Planalto tinha ciência da carta que seria veiculada na internet.

O ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses após ter sido condenado por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado em 2022. Após cumprir parte da pena no Complexo Penitenciário da Polícia Militar, a Papudinha, ele foi transferido para regime domiciliar por questões humanitárias de saúde.

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