A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou, nesta segunda-feira (13), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender por 90 dias as visitas dele ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e determinar que a defesa apresente explicações sobre a divulgação de uma carta escrita pelo ex-chefe do Executivo.
“A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, por ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, é autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político”, diz a nota, assinada pelo senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio.
Na manifestação, publicada no canal de comunicação da pré-campanha de Flávio, Marinho diz que a decisão de Moraes “reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual”. “Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição”, diz trecho.
A decisão de Moraes também estabelece prazo de 48 horas para que a defesa esclareça se Jair Bolsonaro tinha conhecimento da publicação da carta nas redes sociais do filho e se houve descumprimento das medidas impostas pela Justiça.
A carta foi divulgada por Flávio Bolsonaro, no sábado (11/7), em suas redes sociais. Na carta, Jair Bolsonaro reafirma apoio ao filho mais velho em uma eventual disputa pela Presidência da República nas eleições de outubro.
Na decisão, Moraes lembrou que, ao conceder prisão domiciliar temporária ao ex-presidente, em 24 de março, proibiu o uso de redes sociais, tanto de forma direta quanto por intermédio de terceiros.