A adolescente de 17 anos que afirma ter vivido momentos de tensão em uma corrida de aplicativo, em Santa Maria, contou ao Metrópoles que está traumatizada. Segundo ela, o motorista tentou dopá-la, o que a levou a se jogar do carro em movimento.
“Fiquei traumatizada. Não tenho mais coragem de pegar corrida por aplicativo. Além disso, ele sabe onde eu moro”, disse. A jovem relatou que o motorista fez comentários estranhos sobre um “cheiro bom” no carro e, após negar que ela abrisse os vidros, ligou o ar-condicionado. Logo depois, perguntou se ela usava algum creme ou perfume. Nesse momento, a adolescente começou a sentir mal-estar e percebeu que o condutor havia entrado na rua errada.
“Quando vi que ia apagar, pulei do carro. Só queria sair daquela situação”, contou. O motorista teria ficado parado por alguns minutos antes de ir embora. A garota pediu ajuda a um casal e a família registrou ocorrência na 33ª DP, que investiga o caso.
A Associação Brasileira de Tecnologia e Mobilidade (Amobitec) afirmou que as empresas associadas avaliam cada denúncia individualmente. Em nota, lembrou que vários casos semelhantes já foram arquivados pela polícia por falta de indícios de crime, e que algumas passageiras chegaram a ser condenadas a indenizar motoristas após acusações infundadas.
O Metrópoles também citou o caso da atriz Luisa Perissé, condenada a pagar R$ 10 mil por compartilhar nas redes sociais denúncia falsa contra um motorista em 2022.