Logo 96FM

som+conteúdo

Política

Justiça barrou 22 candidatos por suspeita de ligação com crime organizado

urna.webp

A Justiça Eleitoral barrou o registro de 22 candidatos às eleições deste ano em seis estados brasileiros por suspeita de vínculo com o crime organizado. A maioria ainda aguarda julgamento de recursos em TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A notícia é da CNN Brasil. As decisões foram tomadas após contestação do Ministério Público Eleitoral. Em dez estados, 42 candidaturas tiveram a validade questionada pelo órgão. Outros sete candidatos questionados foram autorizados a concorrer, mas esperam a palavra final do TSE.

Dos 22 candidatos que tiveram o registro negado, 14 disputavam vaga de deputado estadual, seis de deputado federal e dois de suplente de senador.

A maioria dos postulantes aos cargos legislativos e que foram barrados era do Rio de Janeiro (13). Três eram da Paraíba, dois do Acre, dois do Mato Grosso do Sul, um da Bahia e um do Amapá.

Segundo o MP Eleitoral, o TSE já consolidou o entendimento de que políticos ligados a organizações paramilitares ou similares não podem participar da disputa eleitoral, independentemente de condenação transitada em julgado.

A Constituição Federal veda o uso de organizações paramilitares por partidos políticos. Na avaliação do MP Eleitoral, essa previsão impede que grupos criminosos utilizem partidos e candidatos para ampliar sua influência política, mesmo quando não há condenação criminal.

Das 42 candidaturas questionadas este ano, 26 eram do Rio de Janeiro, quatro da Paraíba, três de São Paulo, duas do Acre, duas de Mato Grosso do Sul, uma do Amapá, uma da Bahia, uma de Minas Gerais, uma de Goiás e uma do Rio Grande do Norte.

Quase todos os candidatos questionados disputaram vaga de deputado: 22 de estadual e 16 de federal.

DEPUTADOS LULISTAS NO CEARÁ SÃO ALVO 

O Ministério Público Eleitoral no Ceará ajuizou ação pedindo a cassação do mandato e do diploma de reeleição do deputado federal Yury do Paredão (MDB) e do deputado estadual Davi de Raimundão (MDB), por abuso de poder político e econômico e conduta vedada nas eleições de 2026.

Ambos apoiaram a reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao governo do Ceará e de Lula (PT) à presidência da República. A informação é do Diário do Poder e foi destaque no Jornal das 6 (veja no início do post).

Yury usou como cabo eleitoral Otávio Batista de Souza Silva, irmão de um líder do Comando Vermelho (CV) no Cariri (“Nego Tarso”, preso em 2026). Otávio teria recrutado pessoas ligadas à facção como “ativistas”, que teriam coagido eleitores em pelo menos três bairros de Juazeiro do Norte, sob ameaça de retaliação.

Os dois parlamentares teriam se beneficiado de um esquema de atendimentos médicos (consultas, exames e procedimentos) custeados por emendas parlamentares e pelo SUS, via a “Carreta Conectados pela Cura” (unidade móvel do Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo, de Barbalha). 

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado