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Brasil

Influenciadora forja próprio sequestro para ganhar mais engajamento nas redes e acaba presa

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Monniky Fraga, que soma pouco mais de 20 mil seguidores nas redes sociais, afirmou ter sido vítima de um sequestro em abril de 2025. Na época, ela publicou vídeos relatando o suposto crime e concedeu entrevistas a veículos locais. Com informações do UOL.

Segundo a influenciadora, ela foi libertada após a mãe pegar dinheiro emprestado para pagar o resgate. Monniky também declarou que joias ostentadas pelo marido nas redes sociais teriam chamado a atenção dos criminosos.

“Passei horas dentro de uma mata, não sabia se iria voltar. Havia um rio e, a todo momento, pensei que eles iam me matar e jogar meu corpo ali. Só pensava nos meus filhos”, disse à época.

No entanto, ao investigar o caso, a polícia identificou inconsistências e indícios de fraude. Entre eles, o fato de Monniky conhecer um dos supostos sequestradores e ter mantido contato com ele após o crime.

A principal linha de investigação aponta que o sequestro teria sido planejado pela própria influenciadora para aumentar engajamento nas redes sociais. “Pelo que constatamos, ela estava em baixa nas mídias”, afirmou o delegado Jorge Pinto.

A polícia acredita que Monniky contou com a ajuda de duas pessoas para forjar o crime. Um dos suspeitos está preso, enquanto o outro foi assassinado antes da operação. O marido da influenciadora, que também teria sido sequestrado, não sabia do suposto plano.

Na operação mais recente, foram cumpridos dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão. Monniky foi presa em Igarassu (PE). Um dos mandados também teve como alvo um homem já detido, enquanto outro foi cumprido em São Paulo contra uma pessoa suspeita de receber o dinheiro do resgate.

A influenciadora é investigada por falsa comunicação de crime, extorsão e fraude processual. Segundo a polícia, o crime de extorsão teria sido cometido contra a própria mãe, que emprestou o valor do suposto resgate.

 

A defesa nega as acusações e afirma que o sequestro foi real. “Vamos provar que tudo isso é falácia. Não há motivos para indiciamento, muito menos denúncia”, disse o advogado Alexandre Costa à TV Jornal.

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