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Ciro Marques


Flávio Rocha quer ser senador ou quer ser convidado? A diferença importa

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Existe uma diferença fundamental entre querer disputar uma eleição e querer ser convocado para uma eleição. Quem quer disputar se filia, aparece, fala, se expõe, enfrenta crítica, grava vídeo, visita cidade do interior, cumprimenta vereador, pisa em feira livre e aceita o desgaste. Quem quer ser convidado se filia, fica em silêncio e espera que o mundo político venha até ele. Até agora, Flávio Rocha está na segunda categoria.

O empresário é, sem dúvida, um ativo poderoso. Ex-deputado federal constituinte, dono do maior grupo empresarial do RN, articulador do Pró-Sertão, nome com alcance nacional e recursos para bancar uma campanha de alto nível. Ninguém questiona seu peso. O que se questiona é sua vontade. Porque vontade política se demonstra com presença, não com ficha de filiação. Rogério Marinho fechou a chapa do PL sem ele. Coronel Hélio rejeitou ser suplente. Styvenson segue na liderança das pesquisas. E Flávio Rocha continua mudo, como se o Senado fosse vir bater na porta da Riachuelo.

O Jornal 96 trouxe o tema nesta segunda-feira (27) exatamente por essa razão: a ausência de qualquer manifestação pública do empresário sobre o assunto que mais agita a política potiguar. Quando todo mundo fala sobre você, menos você, o silêncio deixa de ser estratégia e vira dúvida. A política não funciona como o mercado financeiro, onde a discrição é virtude. Na política, quem não ocupa espaço é ocupado. E o espaço de Flávio Rocha no Senado está sendo preenchido, dia após dia, pelos que falam, aparecem e se movimentam.

Flávio Rocha tem até agosto para decidir. Mas a campanha já começou para todo mundo, menos para ele. Se o projeto for real, precisa de voz, rosto e corpo na rua. Se for apenas um balão de ensaio para testar a receptividade do mercado eleitoral, é melhor dizer logo, para que o Novo não venda uma candidatura que talvez nunca saia da embalagem. O Rio Grande do Norte merece clareza. E o eleitor merece saber se Flávio Rocha quer, de fato, representá-lo no Senado, ou se está apenas experimentando o terno para ver se serve.

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