A enfermeira Amanda Marinho Nascimento, de 29 anos, moradora de Ceilândia, no Distrito Federal, morreu na quarta-feira (21), durante a lua de mel em Portugal, após uma grave reação alérgica ao consumir frutos do mar. Ela viajava com o marido, Tiago Nascimento, com quem havia se casado em 10 de outubro, depois de dez anos de namoro. Com informações do Metrópoles e do UOL.
Segundo Tiago relatou ao Metrópoles, o casal almoçava em um restaurante em Leiria por volta das 14h30 quando Amanda comeu um pedaço de lula empanada acreditando ser peixe. A enfermeira sabia desde a infância que tinha alergia a camarão. “Quando sentiu aquela textura borrachuda, percebeu que não era um peixe comum. Só que, naquele momento, ela já tinha engolido, então tentamos não nos desesperar”, contou.
Inicialmente, Amanda sentiu um incômodo na garganta, que passou depois de beber água, e os dois continuaram o passeio. Por volta das 16h30, ao saírem de uma livraria, ela apresentou manchas na pele, inchaço generalizado e fechamento da garganta. Uma equipe de emergência prestou os primeiros socorros no local.
Após o atendimento inicial em Leiria, Amanda foi transferida de ambulância para o Hospital Universitário de Coimbra, porque a unidade local não tinha estrutura para o suporte necessário. A enfermeira sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu após ser atendida pela equipe especializada.
Campanha arrecada R$ 38 mil para traslado
Familiares e amigos organizaram uma vaquinha on-line para custear o transporte do corpo ao Brasil. De acordo com Tiago, o seguro viagem contratado pelo casal funcionava por reembolso, o que exigia o pagamento antecipado das despesas pela família. Segundo o UOL, com confirmação dos familiares, a meta de aproximadamente R$ 38 mil foi atingida após a mobilização nas redes sociais.
O grupo católico Encontro de Jovens com Cristo (EJC), frequentado pelo casal, ajudou a divulgar a campanha e publicou manifestações de pesar. A mobilização nas redes alcançou mais de 600 mil pessoas.
Amanda trabalhava na UTI do Hospital Mantevida, em Taguatinga. Em nota, o grupo afirmou: “Sua presença, seu comprometimento e sua humanidade permanecem na memória de quem conviveu com ela e de quem foi cuidado por ela”. O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também manifestou solidariedade à família e aos colegas.
O Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil no Porto estava à disposição para prestar assistência consular à família. Com os recursos arrecadados, a repatriação do corpo foi concretizada na sexta-feira (23), data em que o casal tinha previsto retornar ao Brasil.