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Política

Com voto do PL, CPMI pediu dados de avião de Vorcaro usado por Flávio

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Por iniciativa da oposição bolsonarista, a hoje extinta CPMI do INSS no Congresso Nacional chegou a pedir a lista de passageiros do avião do banqueiro Daniel Vorcaro no qual o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) voou em janeiro de 2025. Com informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Os pedidos foram feitos por dois parlamentares, que  solicitaram os dados à Anac e à Prime You — empresa que gerenciava bens de Vorcaro — sobre a aeronave de matrícula PP-NLR, usada por Flávio e, posteriormente, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

O primeiro a pedir os dados do avião foi o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS), aliado do bolsonarismo no Rio Grande do Sul. Ele protocolou dois requerimentos em 23 de fevereiro de 2026, os quais foram votados em 26 de fevereiro.

A sessão acabou em confusão, após aliados do governo Lula tentarem rejeitar em bloco todos os requerimentos, incluindo o pedido de informações sobre o avião de Vorcaro. Uma manobra dos bolsonaristas, porém, levou à aprovação dos pedidos, inclusive com voto do PL.

Apesar da aprovação, não houve resposta. O primeiro pedido, direcionado à Anac, não foi respondido. Já a Prime You questionou o marco temporal do requerimento, que solicitava dados desde 2015, e alegou precisar de mais tempo para as respostas.

Houve ainda um segundo pedido de informações. Dessa vez. feito pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP). O requerimento, contudo, nunca chegou a ser votado. Ele pedia que a Prime You enviasse a lista de passageiros desde 2015.

Caso as informações tivessem chegado, a CPMI teria acesso aos voos de Flávio e de Moraes. O ministro André Mendonça chegou a dar uma liminar autorizando a prorrogação dos trabalhos, mas a decisão foi derrubada pelo plenário da Corte.

Dessa forma, a lista de passageiros da aeronaves do dono do Banco Master usadas por Flavio, Moraes e uma sugere de outros políticos nunca chegou ao Congresso. Outros deputados também tentaram ter acesso às informações de outra forma, também sem sucssso.

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