Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_Festa_da_Liberdade_1366x244px.gif

Brasil

Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes no STF para pedir favorecimento em causa bilionária relacionada ao Banco Master

IMG_1533.webp

Fotos: Montagem/Redes Sociais

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro reuniu-se com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes em 11 de abril de 2024. O objetivo do encontro era convencê-lo a votar favoravelmente em uma disputa bilionária envolvendo o setor sucroalcooleiro, cujos desdobramentos beneficiariam diretamente os negócios do Banco Master, presidido por Vorcaro.

Na época, a instituição financeira mantinha em sua carteira bilhões de reais em créditos dessas empresas sob a forma de precatórios. Os papéis perderiam valor caso a Suprema Corte invalidasse as ações indenizatórias movidas pelas usinas contra a União, um impacto estimado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em até R$ 145 bilhões.

O encontro com o magistrado foi viabilizado com a ajuda do empresário Chiquinho Feitosa, ex-deputado e ex-senador pelo Ceará, que na época mantinha um contrato de prestação de serviços de R$ 500 mil mensais com Vorcaro para atuar na área de educação e fazer lobby em Brasília. Feitosa é ex-cunhado de Gilmar Mendes.

Registros do celular de Vorcaro detalham a negociação com a secretaria do tribunal para marcar a audiência. O ex-banqueiro pediu um roteiro exclusivo, solicitando entrar sozinho no gabinete das 18h às 18h30 e, em seguida, receber outras duas pessoas, incluindo o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco. Após ser avisado de que o ministro dispunha de pouco tempo, recebendo a confirmação de um “encaixa” de apenas 15 minutos, Vorcaro ajustou os planos.

O posicionamento de Gilmar Mendes

Em nota oficial, o gabinete de Gilmar Mendes confirmou a realização da audiência em ambiente institucional no STF, ressaltando que o recebimento de advogados é prerrogativa legal da função. A nota enfatizou também que o ministro não participou de negociações particulares entre Chiquinho Feitosa e o ex-banqueiro e que não responde pelas relações profissionais de ex-parentes.

O comunicado destacou o histórico de votos do magistrado nos processos do setor, nos quais ele reiteradamente posicionou-se contra os interesses do Banco Master e a favor da União, a exemplo de julgamentos envolvendo a usina Jalles Machado e a empresa Raízen, nos quais votou contrariamente à liberação dos precatórios bilionários.

Com informações da Folha de São Paulo

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado