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Política

Vitória da diversidade nos EUA impõe limite a Trump e pode ajudar o Brasil

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Uma estimativa citada em resumo atribuído a coluna de Matheus Leitão, do Metrópoles aponta que o Partido Democrata pode alcançar 258 cadeiras na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, contra 177 do Partido Republicano. Se confirmado, o resultado dará à oposição a Donald Trump uma vantagem de 81 deputados e o controle da Casa nos dois últimos anos do mandato presidencial.

A projeção coloca os democratas acima dos 218 assentos necessários para formar maioria. O controle da Câmara ampliaria os instrumentos da oposição para fiscalizar o governo e influenciar a tramitação de propostas, inclusive na área comercial.

O resumo também relata vitórias que representariam marcos de diversidade nos governos estaduais e no Congresso. Entre elas estão as de Keisha Lance Bottoms, na Geórgia, como primeira mulher negra eleita governadora nos Estados Unidos, e de Deb Haaland, do povo Laguna Pueblo, no Novo México, como primeira mulher indígena eleita para governar um estado. Esses resultados são apresentados no relato, mas não devem ser confundidos com confirmação oficial da apuração.

Disputas incluem possíveis marcos de representatividade

No Senado, o relato atribui vitórias a Peggy Flanagan, por Minnesota, Chris Pappas, por New Hampshire, e Abdul El-Sayed, por Michigan. Os resultados fariam deles, respectivamente, a primeira mulher indígena, o primeiro homem abertamente gay e o primeiro muçulmano eleitos para a Casa. A eleição de Juliana Stratton, por Illinois, também permitiria a presença simultânea de três mulheres negras no Senado, ao lado de Angela Alsobrooks e Lisa Blunt Rochester.

Outros resultados mencionados envolvem disputas tradicionalmente difíceis para os democratas. Annie Andrews teria vencido a eleição ao Senado pela Carolina do Sul, James Talarico pelo Texas e Adam Hamilton pelo Kansas. Na Câmara, o resumo aponta marcos de representação associados a Adam Hamawy, em Nova Jersey, Jeremy Moss, em Michigan, e Denise Powell, em Nebraska.

A eventual maioria democrata também poderia ampliar a pressão sobre a política tarifária de Trump. O Congresso tem competência constitucional sobre tarifas e pode modificar leis que delegam poderes ao presidente nessa área. Para o Brasil, mudanças poderiam abrir espaço para negociação, mas não significariam redução automática das cobranças: dependeriam de acordos políticos, da tramitação legislativa e da reação da Casa Branca.

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