A CPMI do INSS ouve nesta quinta-feira (26), o empresário Paulo Camisotti, filho de Maurício Camisotti, preso por envolvimento no 'roubo' dos aposentados e pensionistas do Brasil. Contudo, antes mesmo de começar a oitiva, falas importantes de integrantes da CPMI deu mais força para o requerimento que será votado, como o de quebra de sigilo do empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
A confirmação da delação foi feita pelo vice-presidente da CPMI do INSS, o deputado federal do Maranhão, Duarte Jr. Segundo ele, a delação apontou não só o envolvimento do filho do presidente, como ressaltou a necessidade de aprovação de requerimentos que tratam da quebra de sigilo dele e de outros do entorno, como empresas ligadas ao Careca do INSS.
O senador Sérgio Moro foi além. Disse não só que Lulinha foi citado nas delações de ex-diretores do INSS, como também apontou que ficou cada vez mais claro que ele é um personagem central do 'roubo do INSS'. Contudo, Moro destacou que o Governo Lula tem conseguido barrar pedidos como esse, para evitar um desgaste político para o presidente.
CANCELAMENTO
Os parlamentares deveriam ouvir o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (MA) e o advogado Cecílio Galvão. Contudo, os dois últimos tiveram seus depoimentos cancelados.
O deputado Edson Cunha de Araújo é citado em apurações da Polícia Federal por ter movimentado e recebido recursos de uma entidade ligada trabalhadores da pesca e da aquicultura do Maranhão. Os requerimentos para ouvir o parlamentar são do senador Izalci Lucas (PL-DF) e dos deputados Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS).
Já Cecílio Galvão teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas por fraude. Ele é um dos sócios de uma prestadora de serviço para institutos de previdência de cidades de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. O requerimento para ouvir Galvão foi apresentado pelo relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).