Apesar de tratar publicamente o assunto apenas como uma sondagem, o Corinthians manteve negociações avançadas para contratar o atacante Rony, atualmente no Atlético-MG. As conversas entre as partes evoluíram para a discussão de um contrato com duração de três anos, com possibilidade de extensão por mais uma temporada.
O avanço, no entanto, esbarrou em dois fatores considerados decisivos pela diretoria alvinegra: a resistência de parte da torcida à possível chegada do jogador e divergências quanto à forma de pagamento envolvida na negociação.
Outro ponto que gerou incômodo nos bastidores do Parque São Jorge foi a movimentação de Alexandre Mattos, diretor de futebol do Santos, que viajou até Belém do Pará para se reunir com o empresário de Rony. A atitude não foi bem recebida pela cúpula corintiana, que via a negociação como ainda em andamento.
Internamente, o nome de Rony tinha o aval da comissão técnica. O técnico Dorival Júnior era um dos entusiastas da contratação e via o atacante como peça capaz de reforçar o setor ofensivo do Timão para a sequência da temporada.
Com os entraves e o aumento da concorrência, o Corinthians passou a reavaliar a negociação, que acabou não avançando para um desfecho positivo.