A influenciadora Deolane Bezerra, presa nesta quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil, deve ser encaminhada para uma prisão no interior de São Paulo. A famosa é apontada como integrante de um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Com informações da coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles.
Transferência
Deolane Bezerra deve ser encaminhada para a Cadeia Feminina de Tupi Paulista, cidade que fica a cerca de 600 quilômetros da capital paulista. A informação foi divulgada pelo secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, ao colunista Leo Dias.
Em entrevista, o secretário afirmou que não acredita na soltura de Deolane e que ela não deve ser beneficiada por um habeas corpus a curto prazo: “As provas são muito robustas, acho muito difícil que ela consiga algum benefício”, apontou.
Segundo os investigadores, o esquema do qual Deolane fazia parte utilizava uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar recursos da facção criminosa. A polícia aponta que valores milionários eram distribuídos por meio de contas de terceiros e empresas ligadas aos investigados.
Além da prisão da influenciadora e advogada, a Polícia Civil apreendeu quatro veículos que pertencem à famosa. Os valores dos carros ultrapassam os R$ 8 milhões.
Esquema
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, análises financeiras identificaram movimentações consideradas suspeitas em contas pessoais e empresariais ligadas a Deolane.
A influenciadora, inclusive, foi citada em uma conversa com um operador financeiro do PCC. Uma imagem que consta no inquérito mostra que ela teria recebido dinheiro em sua conta bancária física do grupo criminoso.
Uma das provas anexadas ao inquérito da Polícia Civil e do Ministério Público mostra quando Everton de Souza, conhecido como Player, indica para um operador do PCC, que fazia os pagamentos por meio de uma transportadora de cargas, a conta física de Deolane Bezerra. A mensagem foi enviada no dia 30 de setembro de 2020.