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Esporte

Relatório revela gastos de federação internacional com serviços sexuais para árbitros

Relatório aponta gastos da KFA com serviços sexuais para árbitros

Um antigo escândalo de corrupção voltou a repercutir no futebol da Coreia do Sul após a divulgação de um relatório que aponta pagamentos feitos pela Associação de Futebol da Coreia (KFA) para serviços sexuais destinados a árbitros e dirigentes estrangeiros. O documento foi produzido pelo Ministério da Cultura, Esporte e Turismo em 2016, mas só veio a público agora, após ser obtido pela emissora sul-coreana JTBC.

A informação é da CNN. Segundo o relatório, a KFA teria bancado “entretenimento sexual” em casas de massagem em pelo menos oito oportunidades entre 2011 e 2012. Os beneficiados seriam árbitros estrangeiros e dirigentes que estavam no país. Entre os jogos relacionados aos episódios aparecem partidas de eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de Londres.

Um dos casos citados ocorreu após o confronto entre Coreia do Sul e Omã, em setembro de 2011, pelas eliminatórias olímpicas. Quatro integrantes da arbitragem teriam sido levados a uma casa de massagem durante a madrugada, com uma despesa de 760 mil wons, equivalente a cerca de R$ 2,7 mil. O relatório afirma ainda que a despesa teria sido registrada posteriormente como consumo de bebidas.

Outros episódios teriam acontecido antes ou depois de partidas contra Kuwait e Qatar, em 2012. Ao todo, o documento aponta gastos próximos de 5,6 milhões de wons, cerca de R$ 20 mil, com esse tipo de serviço ao longo do período investigado. Em diferentes ocasiões, as despesas teriam sido justificadas internamente como refeições, bebidas ou massagens convencionais.

A KFA publicou um pedido de desculpas e afirmou que práticas desse tipo ou utilização indevida de cartões corporativos “absolutamente não ocorre no presente”. A investigação do governo sul-coreano apontou ainda que o problema não teria sido apenas uma iniciativa individual: embora um funcionário tenha sido apontado como principal responsável, a prática teria ocorrido com conhecimento e aprovação da organização. A Associação Japonesa de Futebol também informou que investiga relatos envolvendo quatro árbitros japoneses, enquanto a Associação Chinesa de Futebol foi procurada sobre a menção a três de seus dirigentes no documento.

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