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Brasil

Rapper Oruam tem prisão revogada pela Justiça

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A Justiça do Rio revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. Em sua decisão, a juíza Tula Mello, da 3ª Vara Criminal, listou uma série de medidas cautelares que o cantor terá que cumprir. O filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno era considerado foragido desde fevereiro deste ano por, justamente, descumprir medidas cautelares como violações da tornozeleira eletrônica.

Oruam foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, lesão corporal, resistência com violência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público após uma confusão envolvendo policiais civis. Mas, com a decisão de agora, o rapper responde por lesão corporal leve e dano ao patrimônio público, afirmou a advogada de defesa dele, Flávia Froes:

— Ele vai responder, mas agora sem prisão e sem a tentativa de homicídio.

A mãe de Oruam, Márcia Nepomuceno, comemorou a decisão com uma postagem em seu perfil no Instagram. No texto, ela diz que "esse tempo de deserto, tanto para mim quanto para os meus filhos e para toda a minha família, nos trouxe muitas lições. Nos fez amadurecer e crescer".

As medidas que Oruam terá que cumprir são:

comparecimento mensal ao cartório do juízo até o dia 10 de cada mês para informar e justificar suas atividades e comparecimento a todos os atos do processo

residir na comarca e manter endereço e contato telefônico atualizados

proibição de ir ao Complexo do Alemão, bem como a outras áreas de risco para cumprimento de mandados, intimações e diligências que implicam em operações policiais com elevado risc para a integridade física da população local

proibição de aproximação (500 metros) e contato com os demais acusados

não se ausentar da comarca de sua residência por mais de sete dias, sem autorização judicial

recolhimento domiciliar noturno, entre 20h e 6h

Além da revogação da prisão do cantor, a juíza também absolveu sumariamente outros três acusados: Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos. Com isso, eles vão retirar as tornozeleiras eletrônicas.

Relembre o caso

O processo contra Mauro é consequência de uma confusão do dia 21 de julho de 2025. Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a antiga casa do cantor, no Joá, na Zona Sudoeste, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente infrator. O jovem, que integrava a chamada “Equipe do Ódio”, ligada ao Comando Vermelho, havia deixado de cumprir medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. Colocado em uma das viaturas, o adolescente fugiu enquanto Mauro e outros rapazes apedrejavam o carro descaracterizado.

Vídeos da ocorrência foram gravados pelos próprios jovens e usados pela DRE para embasar o inquérito que levou à expedição do mandado de prisão contra Mauro.

Três dias depois da confusão, o rapper se entregou à polícia e ficou 50 dias preso em Bangu. À época, a prisão foi convertida em medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, no início deste ano ele burlou o equipamento e acabou tendo outro pedido de prisão deferido.

 

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