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Brasil

PMDF expulsa os cinco coronéis condenados pelo 8/1

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O comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) expulsou os cinco coronéis condenados por omissão durante os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023. A medida segue determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta segunda-feira (13/4).

A noticia é do portal METRÓPOLES. A expulsão segue o acórdão que condenou os coronéis Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa, Jorge Eduardo Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro.

Os cinco policiais militares do Distrito Federal foram presos no dia 11 de março, dando início ao cumprimento das penas. Eles estão no 19º Batalhão, conhecido como Papudinha.

Os policiais militares foram condenados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência, grave ameaça com emprego de substância inflamável contra patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; deterioração de patrimônio tombado; e violação de dever contratual de garantir a ordem pública e por ingerência da norma.

A pena destinada a cada um foi de 16 anos de prisão e 100 dias-multa. A sentença também prevê o pagamento de R$ 30 milhões de forma solidária por danos morais coletivos junto aos outros réus pelo 8/1, além da perda dos cargos públicos.

Em nota, a defesa de Paulo José afirmou que a decisão “baseia-se em legislação destinada exclusivamente a praças, ignorando que ele é oficial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)”. Segundo os advogados, “trata-se de uma grave e dolorosa injustiça. Após 30 anos de dedicação integral e honrada ao serviço da população do Distrito Federal, sem qualquer mácula em sua ficha funcional e sem nenhum vínculo político-partidário, o Coronel Paulo José vê agora sua aposentadoria ser brutalmente cassada”.

Os advogados de Marcelo Casimiro lamentaram a decisão e afirmaram que a medida atinge “não apenas a vida funcional do coronel, mas também a trajetória de um homem de bem, pai de família, servidor dedicado, que por décadas entregou sua vida, sua saúde e seu esforço à instituição que amou e à segurança do povo brasiliense”. A defesa ainda lamentou a “divergência de tratamento em relação aos oficiais das Forças Armadas envolvidos em situações análogas”.As outras defesas ainda não se manifestaram. 

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