A Polícia Federal desencadeou na manhã desta terça-feira (7/3) a Operação Coração Rompido, que tem como objetivo investigar crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e dispensa indevida de licitação na prefeitura de Canguaretama, cidade do Rio Grande do Norte.
A ação está sendo executada por cerca de 40 policiais federais, que estão cumprindo 10 mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, São Gonçalo e Jucurutu, também no estado nordestino. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte.
A operação é resultado de um inquérito policial instaurado em 2022, que identificou irregularidades na contratação de uma empresa para prestação de serviços de plantonistas no combate à COVID-19 pela prefeitura de Canguaretama. O valor do contrato foi de R$ 640 mil, utilizando recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
A investigação descobriu que houve montagem no processo de contratação e o pagamento de vantagem indevida ao então prefeito de Canguaretama, intermediado por terceiros. Os investigados poderão ser responsabilizados pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, dispensa indevida de licitação e lavagem de dinheiro. Se condenados, podem cumprir penas superiores a 9 anos de reclusão.
A operação recebeu o nome de Coração Rompido em referência à versão não comprovada de Santo Agostinho sobre a origem do termo corrupção, que seria a junção de cor (coração) e ruptus (rompido).