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Política

Oposição apresenta pedido de impeachment e queixa-crime contra Gilmar Mendes

GILMAR MENDES | Foto: Gustavo Moreno/STF

A oposição na Câmara dos Deputados vai protocolar nesta quarta-feira (22), um pedido de impeachment e uma queixa-crime contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O detalhamento das medidas será feito em uma coletiva de imprensa no Salão Verde da Câmara, marcada para as 16h30. A informação é do O Antagonista.

Nos últimos dias, o ministro foi alvo de críticas de parlamentares da oposição por causa do pedido para que o ex-governador Romeu Zema (Novo) seja incluído no inquérito das fake news.

Na segunda-feira, 20, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), manifestou “profunda preocupação“ diante da iniciativa do magistrado.

“A medida, segundo divulgado, tem como base um vídeo em que o ex-governador exerce seu direito de crítica ao Supremo Tribunal Federal. O que está em jogo aqui não é um caso isolado. É um precedente grave. Um ex-chefe do Poder Executivo estadual passa a ser alvo de investigação por expressar opinião política”, acrescentou o parlamentar.

Segundo o líder da oposição, “a crítica institucional, elemento essencial da democracia, passa a ser tratada como infração”.

“O chamado inquérito das fake news, que fundamenta essa iniciativa, já é amplamente questionado no meio jurídico. Trata-se de um inquérito instaurado de ofício, sem provocação do Ministério Público, sem sorteio de relatoria e com concentração de poderes incompatível com o devido processo legal”.

Gilberto Silva e Romeu Zema vão participar da coletiva de imprensa às 16h30.

O pedido a Moraes

Gilmar fez o pedido de inclusão de Zema no inquérito das fake news ao colega Alexandre de Moraes por meio de uma notícia-crime.

O decano do STF não gostou de um dos vídeos da série de animação “Os Intocáveis”, publicada por Zema nas redes sociais para criticar os ministros do Supremo.

No segundo episódio, o boneco alusivo a Dias Toffoli pede ajuda do boneco alusivo a Gilmar (foto) após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado quebrar o sigilo da Maridt, da qual Toffoli é sócio.

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