O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta segunda-feira (26) a operação Camarote SUS, que investiga suspeitas de manipulação da fila de consultas e exames da rede pública. Segundo a apuração, um perfil falso e ferramentas automatizadas eram usados para bloquear vagas e direcionar atendimentos a pessoas selecionadas.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Natal, Extremoz e Parnamirim. A investigação envolve dois servidores públicos, um empresário e uma empresa de assessoria em saúde.
O MPRN identificou pelo menos 578 agendamentos e autorizações vinculados ao usuário falso. Os investigados teriam bloqueado horários e transferido vagas para pessoas escolhidas, sem respeitar a ordem oficial de espera.
A apuração também investiga possíveis transferências bancárias, exclusão de arquivos e ocultação de provas. Entre os crimes suspeitos estão inserção de dados falsos em sistema, corrupção, desvio de cotas públicas e associação criminosa.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos, que serão analisados para auxiliar no andamento das investigações.