A norte-americana Savannah Spoor, de 23 anos, encontrou em uma terapia pouco convencional a última alternativa para tentar controlar os sintomas da doença de Lyme. Todas as semanas, ela aplica em si mesma 30 picadas de abelha, divididas em três sessões de 10 picadas cada. Com informações do Metrópoles.
Savannah foi diagnosticada com a doença de Lyme, uma infecção bacteriana transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Borrelia burgdorferi. A enfermidade pode afetar a pele, as articulações, o sistema nervoso e o coração. Entre os famosos que já revelaram ter recebido o diagnóstico estão Justin Bieber, Justin Timberlake e Avril Lavigne.
Os primeiros sintomas começaram a se intensificar em 2023. Segundo a jovem, ela passou a sofrer com tonturas constantes, dores de cabeça, náuseas, dores nas articulações, dormência, alterações na visão e na audição, além de dificuldades para caminhar, dirigir e realizar tarefas simples do dia a dia.
Antes de descobrir a doença, Savannah procurou atendimento em diferentes hospitais e consultou especialistas como cardiologistas, neurologistas e gastroenterologistas, mas não encontrava uma explicação para o quadro. O diagnóstico definitivo trouxe alívio por finalmente identificar a causa dos sintomas.
Após realizar diversos tratamentos convencionais e alternativos, incluindo antibióticos, oxigenoterapia hiperbárica, ozonioterapia, ressonância magnética, infusões de vitamina C, terapia com microcorrentes e outros procedimentos, Savannah afirma que não obteve melhora significativa.
Foi então que decidiu aderir à terapia com veneno de abelha. As abelhas são enviadas por um apiário da Carolina do Sul, e o protocolo consiste em aplicar 10 picadas, três vezes por semana. Segundo ela, os insetos que não são utilizados são soltos na natureza, enquanto os que morrem já estavam no fim do ciclo de vida.
Apesar de alguns estudos apontarem que o veneno de abelha possui propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas, não há comprovação científica de que a terapia seja eficaz no tratamento da doença de Lyme. Especialistas alertam que o método ainda carece de evidências robustas e não faz parte dos tratamentos recomendados pelas diretrizes médicas.
Mesmo assim, Savannah afirma acreditar nos benefícios da terapia e diz que a prática tem contribuído para melhorar sua qualidade de vida. Ela ressalta, no entanto, que o tratamento é doloroso e exige cuidados para reduzir os riscos de reações alérgicas.