A acusação reúne comprovantes fiscais, registros que apontariam o acompanhamento de parentes de Stabile por agentes de segurança e declarações do próprio dirigente sobre a utilização de “segurança VIP”. De acordo com o MP, a empresa contratada, a Bear Security, também não possuía autorização regular da Polícia Federal para prestar o serviço.
Além da denúncia, a Promotoria solicitou o bloqueio de R$ 721 mil de Stabile e pediu seu afastamento imediato das atividades no Parque São Jorge. O MP também apresentou uma série de medidas cautelares contra o presidente corintiano.
Entre os pedidos estão a proibição de frequentar as dependências do Corinthians, a suspensão das funções administrativas e da representação do clube, a restrição de contato com dirigentes e testemunhas do caso e a proibição de deixar o país sem autorização judicial. A Promotoria ainda quer impedir viagens nacionais superiores a oito dias sem aval da Justiça.
Agora, caberá à Justiça paulista analisar os pedidos e decidir se aceita a denúncia. Caso a acusação seja recebida, Osmar Stabile passará à condição de réu e terá prazo para apresentar sua defesa no processo.