Gracindo Jr., nome marcante da dramaturgia brasileira desde os primeiros anos da televisão, morreu aos 83 anos, no Rio de Janeiro (RJ). O ator e diretor morreu em casa na manhã desta quarta-feira (2/9). A causa da morte não foi informada.
A informação foi confirmada ao G1 por Pedro Gracindo, um dos filhos do artista.
Com mais de 50 anos de carreira, Gracindo Jr. atuou, dirigiu e escreveu para diferentes meios. Em 1965, participou da inauguração da TV Globo e, posteriormente, integrou produções como Rosinha do Sobrado, Padre Tião, A Rainha Louca, A Próxima Atração, Os Ossos do Barão e Supermanoela.
Antes da televisão, iniciou a carreira no rádio. Aos 15 anos, fez um teste para a Rádio Nacional e foi aprovado, trabalhando como ator e redator.
Gracindo Jr. também estudou psicologia, mas decidiu não seguir na área. No teatro, estreou em A Escada, de Oswald de Andrade, construindo depois uma trajetória que passou por teatro, televisão, rádio e cinema.
Registrado como Epaminondas Xavier Gracindo, o artista também carregava um sobrenome histórico da televisão brasileira. Ele era filho de Paulo Gracindo, um dos grandes nomes do teatro e da TV no país, morto em setembro de 1995.