A Justiça negou no início da tarde de hoje (17) o pedido da Associação de Cabos e Soldados (ACS) para os policiais militares não serem obrigados a trabalhar no carnaval, diante do atraso no pagamento das diárias.
A tese da obrigatoriedade do serviço extra vinha sendo divulgado pelo Coronel Araújo desde janeiro, quando os policiais começaram a cobrar as diárias de 2022, que ainda não haviam sido pagas.
ESCALA DO CARNAVAL
De acordo com o Comando Geral da Polícia Militar, o reforço da segurança dos polos carnavalescos será realizado com mais de 2,3 mil militares em serviço extra. As tropas serão enviadas de Natal para as cidades do interior do estado e da região metropolitana.
"Isso equivale a mais ou menos R$ 3,5 milhões que será autorizado pelo governo em pagamento de diárias operacionais. Com o reforço, a operação não vai atrapalhar o policiamento normal das cidades do Rio Grande do Norte. Cada regional recebeu solicitação dos polos e o policiamento estará presente em todos os locais de festa e em todos os horários previstos", afirmou o coronel Alarico Azevedo, comandante-geral da corporação.
Coronel Alarico ainda afirmou que o atraso no pagamento de diárias operacionais, registrado no início do ano, não vai atrapalhar o planejamento. Segundo ele, o governo pagou as diárias operacionais de 2022 e deve começar a pagar em março, com a abertura do orçamento de 2023, as diárias trabalhadas pelos militares desde janeiro.
O período de festa também aumenta o trabalho do Corpo de Bombeiros, responsável por vistoriar e autorizar o uso de estruturas provisórias como palcos e trios elétricos. Segundo o comandante da corporação, coronel Monteiro, pelo menos 88 projetos foram apresentados e estão em fase de análise.