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Política

Justiça Eleitoral suspende propaganda eleitoral de Lula que chama Flávio Bolsonaro de 'funcionário fantasma'

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A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, suspendeu a propaganda eleitoral veiculada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que afirma que o também candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), teria sido um "funcionário fantasma" durante sua passagem pela carreira de servidor público.

A notícia é do G1 e foi destaque no Jornal 96. Em sua decisão, Aranha afirma que o trecho da propaganda eleitoral em questão pode "induzir o eleitor em erro quanto à existência e ao significado dos fatos apresentados".

"A propaganda não se limita à manifestação crítica acerca da trajetória pública do candidato. Ao contrário, apresenta ao eleitorado um suposto “currículo” do representante, elaborado com aparência documental e associado à narração das imputações veiculadas. A potencialidade lesiva não decorre apenas das frases isoladamente consideradas, mas da interação entre texto, imagem e contexto comunicacional da propaganda", disse.

O g1 entrou em contato com as equipes de Flávio Bolsonaro e Lula, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

A decisão é preliminar e o pedido ainda será analisado e julgado pelo plenário do TSE. Até lá, também fica proibida a divulgação da propaganda pelas emissoras de televisão que transmitem o horário eleitoral.

A ação foi aberta pelo candidato do Partido Liberal, no sábado (29), mesmo dia em que a propaganda eleitoral foi veiculada pela primeira vez.

Parte do programa eleitoral de Lula foi usado para atacar Flávio Bolsonaro, seu principal adversário. A propaganda apresenta um "currículo" com críticas ao adversário, com fatos como sua relação com o miliciano Adriano da Nóbrega e o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro investigado por fraudes bilionárias no Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse".

 

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