O ministro Márcio Macêdo (PT), da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), se reuniu no fim do mês passado com Alessandra Moja Cunha, irmã do traficante Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) do centro de São Paulo.
A notícia é do Portal Metrópoles. Alessandra Moja é presidente de uma ONG que diz representar as famílias da Favela do Moinho. No endereço da entidade, porém, a polícia já encontrou maconha, cocaína e crack que seriam destinados ao centro da capital. Além disso, ela já foi condenada e presa por participar de um homicídio – a vítima foi morta com vários golpes de faca.
A reunião entre Alessandra Moja e Márcio Macêdo ocorreu no último dia 25. Conforme revelou a coluna de Andreza Matais nesta terça-feira (8/7), o ministro foi à Favela do Moinho para negociar a ida do presidente Lula (PT) e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Jana, à favela.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Favela do Moinho é controlada pelo PCC e o acesso costuma ser restrito a não moradores.
Irmão de Alessandra Moja, Léo do Moinho foi preso em agosto de 2024 no âmbito da megaoperação Salus et Dignitas. A família do traficante é apontada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP por ter tranformado a região em uma espécie de base de distribuição de drogas do PCC.
“A família Moja se aproveitou da desorganização e ausência do Estado naquela região para instalar um ambiente de várias práticas criminosas, que se retroalimentam dentro da clandestinidade e que violam direitos humanos básicos das pessoas que lá se encontram, em especial os dependentes químicos, inclusive incitando movimentos dentro da comunidade de subversão contra as ações policiais”, escreveu o Gaeco.