Recentemente, a coluna Claudia Meireles se deparou com uma postagem nas redes sociais sobre o cuscuz ser considerado “amigo” da tireoide. Para confirmar ou negar o benefício do alimento para a saúde da glândula, foi necessário requisitar a expertise da médica Anna Karina Medeiros, presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM-RN).
De acordo com a endocrinologista, é um mito que o cuscuz ofereça grandes benefícios ao órgão fixado na parte anterior do pescoço. “É um alimento rico em carboidratos e pobre em selênio, mineral que pode sim influenciar a tireoide”, explica a diretora da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN).
“O cuscuz tem pequenas quantidades de selênio, mineral benéfico à tireoide, mas ainda em quantidade insuficiente para influenciar positivamente a glândula”, garante a especialista. O órgão tem a função de produzir os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), além de regular o gasto energético do corpo.
A metabologista salienta que o cuscuz é uma opção energética, mas pobre em fibras, proteínas e gorduras. “É um alimento barato, fácil de fazer e pode ser combinado com fibras, como linhaça, gergelim ou farelo de aveia, e também com proteínas, a exemplo de ovos e carnes“, aconselha Anna Karina.
Segundo a médica, combinar o cuscuz com fonte de fibras e proteínas transforma o alimento em uma “refeição saudável” para toda a família na medida certa. Ela alerta quanto à opção ser calórica: “Precisamos ter cuidado, pois pode engordar e é rica em açúcar, com potencial de elevar a glicemia de pacientes com diabetes.”