Motoristas de veículos elétricos que utilizam estações de carregamento ultrarrápido costumam notar uma redução na velocidade do processo à medida que a bateria se aproxima da capacidade total. A oscilação, que pode parecer uma falha no eletroposto ou no automóvel, é um procedimento intencional controlado pelo Sistema de Gerenciamento da Bateria (BMS). Com informações da CNN.
A tecnologia atua de forma preventiva de modo semelhante ao que ocorre em smartphones e notebooks. Ao atingir aproximadamente 80% da carga, o mecanismo reduz automaticamente a potência de entrada de energia. O objetivo principal é evitar o superaquecimento, mitigar o estresse térmico das células de íons de lítio e prevenir a degradação precoce do sistema.
Gerenciamento térmico e parâmetros de segurança
A central eletrônica do próprio veículo é encarregada de definir o volume de energia aceito durante a recarga, limitando a corrente elétrica para manter a tensão dentro de níveis seguros. Com isso, o índice de 80% consolidou-se como referência na indústria automotiva por marcar a transição para a fase mais lenta da curva de carregamento de cada modelo.
A temperatura das células da bateria também desempenha papel direto na velocidade do processo. Para otimizar o tempo de espera nas estações, diversas montadoras adotaram o pré-condicionamento térmico, funcionalidade que ajusta a temperatura do conjunto de baterias enquanto o veículo se desloca até o ponto de recarga.
Como completar o ciclo de 80% a 100% exige um tempo desproporcionalmente maior do que o período inicial, as fabricantes costumam divulgar os dados oficiais de tempo de recarga baseados no intervalo entre 10% e 80%. A estratégia reflete a rotina mais eficiente para paradas rápidas durante viagens.