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Política

Bolsonaro segue com “instabilidade do equilíbrio” e “sonolência diurna”, diz médico

Jair Bolsonaro - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue apresentando “instabilidade do equilíbrio corporal“ e “sonolência diurna“, como efeitos secundários de medicações que utiliza, segundo o mais novo relatório médico semanal enviado pela defesa do político ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é do O Antagonista.

O documento, assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, foi protocolado no STF nesta sexta-feira (31).

“O sr. Jair Messias Bolsonaro 71 anos, segue sob nossos cuidados em acompanhamento médico domiciliar. O paciente apresenta quadro clínico inalterado, estável, sem intercorrências significativas no período. No momento encontra-se bem, mantendo estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória, porém persistem os efeitos secundários das medicações de ação central, especificamente do quadro de instabilidade do equilíbrio corporal e sonolência diurna“, diz o relatório.

“Apresenta satisfatória melhora dos movimentos do membro superior direito, sem queixas de dor local. Segue com dieta rigorosa, atividades físicas regulares e cuidados preventivos para redução do risco de quedas e refluxo gastroesofágico. Mantida inalterada, a prescrição dos medicamentos de uso regular e contínuo”, complementa.

Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro do ano passado, na ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023. Ele encontra-se em prisão domiciliar humanitária.

Não autorizou vídeo de IA

Na quarta-feira, 29, o advogado Paulo Cunha Bueno, responsável pela defesa do ex-presidente, afirmou que o político não autorizou o uso de sua imagem e voz para a produção do vídeo de inteligência artificial (IA) exibido na convenção nacional do PL, no último sábado, 25.

Moraes havia determinado na terça, 28, que a defesa do político explicasse, em até 48 horas, o uso da imagem e da voz dele no vídeo. Segundo Moraes, a eventual concordância de Bolsonaro na divulgação do conteúdo constituiria “nova e grave transgressão” a decisão judicial.

Segundo Bueno, a defesa recebeu na quarta a intimação para dar as explicações.

“Recebemos nesta data a intimação encaminhada pelo Ministro Alexandre de Moraes à defesa do Presidente Bolsonaro, determinando a apresentação de explicações sobre o uso de vídeo contendo suas imagens, gerado por IA, e apresentado durante a convenção do Partido Liberal, havida em São Paulo no último sábado”, escreveu no X.

“Inicialmente, cumpre consignar que o Presidente Bolsonaro não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial referido na decisão”.

O advogado prosseguiu: “Aliás, sequer poderia fazê-lo. Conforme expressamente determinado por Alexandre de Moraes, na decisão de 17.07.2026, Bolsonaro encontra-se com o direito de visitas suspenso pelo prazo de 30 dias, enquanto seu primogênito, Senador Flávio Nantes Bolsonaro permanece impedido de visitá-lo pelo prazo de 90 (noventa) dias, circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do referido material”.

Ainda de acordo com Bueno, ao menos desde quando Bolsonaro era presidente, “seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito”.

Essas afirmações foram publicadas pelo advogado no X e enviadas pela defesa a Moraes também, atendendo à determinação de terça do ministro.

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