O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Tassos Lycurgo foi alvo de uma série de notícias nas últimas semanas. Destaque no meio acadêmico por ter uma postura forte de cristão, o docente tem sido alvo de uma abaixo-assinado que tenta "expulsá-lo" da UFRN. O clima de tensão é tão grande que Lycurgo mostrou esses dias que tem sido ameaçado de morte - inclusive, com mensagens prometendo "tiro de fuzil na cara".
Diante de todo esse quadro envolvendo professor e supostos alunos, a UFRN foi procurada e a resposta é absurda: a UFRN informou que não irá se manifestar sobre o caso. Nem sobre o abaixo-assinado, nem sobre as ameaças ao docente. A Universidade lavou as mãos.
O episódio ganhou repercussão após o docente relatar que passou a receber ameaças de morte em meio a uma mobilização de estudantes que articula um abaixo-assinado pedindo sua expulsão da instituição. Segundo o professor, as ameaças teriam ocorrido por meio de redes sociais e mensagens privadas, em um contexto de ataques virtuais, xingamentos e incitações à violência.
De acordo com o apresentado por Lycurgo em publicações recentes, os ataques teriam relação com posicionamentos divulgados por ele nas redes, nos quais critica o que chama de avanço de militância ideológica no ambiente universitário. O professor também afirma que não pretende recuar e que interpreta a campanha como uma tentativa de silenciamento e intimidação.
A mobilização por meio de abaixo-assinado, por sua vez, intensificou o debate sobre liberdade acadêmica, pluralismo de ideias e segurança dentro de universidades públicas. O caso também tem sido descrito por apoiadores do docente como um exemplo de perseguição ideológica, enquanto críticos defendem que a universidade deve reagir a condutas consideradas incompatíveis com o espaço acadêmico — ainda que, até o momento, não tenha sido detalhada publicamente uma eventual apuração formal sobre atuação profissional do professor no âmbito institucional.