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Política

Segurança é reforçada na primeira noite de Vorcaro em cela da PF

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Daniel Vorcaro passou a primeira noite na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, após ser transferido na quinta-feira, (19), da penitenciária de Brasília. A segurança foi reforçada nesta sexta-feira (20), com agentes da PF e da Polícia Penal Federal. A informação é da Revista Oeste.

No início da tarde, policiais circularam pela área portando equipamento antidrone, capaz de neutralizar o sinal de aparelhos voadores. Nenhuma ocorrência foi registrada.

Rotina menos severa que no presídio federal

Na superintendência, Vorcaro tem direito a duas horas diárias de banho de sol, permanece sozinho na cela e dispõe de banheiro privativo. O aposento não tem televisão nem geladeira. O entorno é mais ruidoso do que a unidade federal: o som da avenida em frente, o estande de tiro nos fundos e a movimentação de servidores no prédio administrativo compõem o ambiente.

Na penitenciária federal, onde ficou por 13 dias, o regime era mais severo. Vorcaro seguia o mesmo protocolo imposto a líderes de organizações criminosas. Sem contato com outros detentos e sem acesso ao banho de sol durante o período de adaptação, ele só deixava a cela para ir ao parlatório ou à enfermaria. Cada deslocamento exigia algemamento com as mãos para trás, cabeça baixa e revista minuciosa.

As cinco refeições por dia eram entregues pela portinhola. O chuveiro não tinha água quente, e a iluminação era controlada por agentes externos em horários fixos. Nos primeiros dias, a luz do corredor permaneceu acesa à noite para monitoramento por câmeras — medida adotada após o suicídio do empresário Luiz Phillipi Mourão, preso na mesma operação em março, que havia passado pela mesma unidade.

Delação à vista

Vorcaro chegou algemado nas mãos e na cintura, com uniforme do sistema prisional e chinelo. A transferência foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, relator do caso, e marca o início formal das tratativas de delação premiada. Nos dias anteriores, o banqueiro trocou de advogado e assinou termo de confidencialidade com a PF e a Procuradoria-Geral da República.

A defesa havia pedido prisão domiciliar, mas o ministro André Mendonça indeferiu o pedido.

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