Reviravolta: familiares afirmam que o casal já estava oficialmente separado desde dezembro, mas Thales Machado não aceitava o fim do relacionamento. As crianças viviam em guarda compartilhada e estavam com o pai na semana do crime por causa do aniversário dele. Moradores de Itumbiara relatam comportamento obsessivo em relação à ex-esposa, Sarah Araújo. As revelações enfraquecem a narrativa de que o caso teria sido motivado por traição.
O crime ocorreu em um condomínio da cidade, quando Thales, então secretário municipal e genro do prefeito Dione Araújo, atirou contra os dois filhos e depois morreu. Miguel, de 12 anos, não resistiu; o irmão mais novo segue internado em estado gravíssimo. Antes, ele publicou mensagem de amor aos filhos e teria deixado carta sugerindo motivação ligada ao fim do casamento.
A carta provocou ataques virtuais contra Sarah, que chegou a ser hostilizada no velório e precisou sair sob ameaças. Um vídeo usado nas redes como suposta “prova” de traição, segundo familiares, não refletia o contexto real. Uma moradora afirmou: “Eu o conhecia desde a juventude e ele não era nenhum exemplo de moral. Tinha muitos podres. Essa história de traição não explica nada.”
Especialistas apontam possível violência vicária — quando filhos são usados para atingir a mãe emocionalmente — destacando que a motivação estaria ligada a controle e punição, não “honra ferida”. Thales era filiado ao União Brasil e havia sido lançado pré-candidato a deputado. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o caso é tratado como homicídio consumado e tentado, seguido de morte do autor.
A família pede que a memória das crianças não seja marcada por boatos. As novas informações indicam um desfecho ligado a inconformismo e obsessão, não a um crime passional por adultério.