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Política

Relatório que indicia Lulinha será entregue à PGR e PF, diz líder da oposição

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O líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), disse que parlamentares vão entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) sobre os trabalhos da CPMI do INSS, apesar de ter isdo rejeitado pelo colegiado. A declaração foi feita em entrevista a O Antagonista, nesta segunda-feira (30).

O relatório de Gaspar pede o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – filho do presidente Lula (PT) -, por envolvimento nos descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

Apesar de a oposição ocupar cargos-chave na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a base governista conseguiu maioria e, no último sábado, 28, derrubou o texto do relator por 19 votos a 12. A CPMI do INSS foi concluída sem um relatório final aprovado. Mesmo assim, a oposição quer que a PGR e a PF tomem conhecimento do documento de Gaspar, que possui mais de 4 mil páginas.

“Nós iremos entregar pessoalmente [à PGR]. Vamos chamar vários senadores e deputados para entregar pessoalmente no Ministério Público, na Polícia Federal, para que haja realmente continuidade dessas investigações. E vamos acompanhar passo a passo. Nós vamos manter alerta com relação ao Banco Master, que está aí, que a gente não avançou nos consignados. Você viu que nós ouvimos um banco apenas. São mais de 80, e o rombo é muito maior”, declarou Izalci.

“O que assistimos, foi uma blindagem completa [de investigados na CPMI]. Eu vi a senadora [Eliziane Gama] falando ‘ah, vai encerrar sem relatório’, porque ela queria colocar um relatório que não é verdadeiro. O relatório real, verdadeiro, com documentos, com provas, foi feito pelo relator, Alfredo Gaspar. Esse relatório dos governistas é totalmente desconexo e não tinha que aprovar de jeito nenhum. Então, o presidente fez corretamente [em encerrar a sessão]”.

O senador prosseguiu: “E nós vamos acompanhar, inclusive a devolução [do dinheiro roubado]. A gente já conseguiu quase 3 bilhões de reais com leilões e bloqueios, mas ainda temos que avançar muito. Portanto, vamos continuar conversando com os aposentados. Muitos deles sequer receberam a devolução, outros receberam valor ínfimo, que precisa ser trabalhado. Orientar com relação ao Código de Defesa do Consumidor, que eles teriam direito de receber em dobro tudo isso, e vamos continuar cobrando”.

Para o líder da oposição, apesar de ter terminado sem um relatório final, a CPMI do INSS cumpriu sua missão. Ele ressalta que o colegiado deu transparência ao escândalo do roubo dos aposentados e pensionistas.

Izalci pontua ainda que a oposição buscará aprimorar a legislação para que fatos como esse não ocorram e fortalecer as Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito. “Não tem sentido o que o Supremo está fazendo. O Supremo deu habeas corpus, inclusive para testemunha, com a opção de ir ou não. O Código Penal obriga a testemunha a comparecer”, argumentou.

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