Sem mencionar nominalmente a Polícia Federal, o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master, deu uma segunda bronca pública no órgão em menos de 48 horas. Com informações do UOL.
Em nota, ele afirma que até as 17h48 minutos desta quarta a PF ainda não havia cumprido a ordem de entregar diretamente ao Supremo Tribunal Federal os dados e provas colhidas nas 42 ações de busca e apreensão deflagradas hoje.
Mais: numa resposta direta às críticas de especialistas que eventuais dados poderiam ser perdidos, como apontou o colunista do UOL Fábio Serapião, o ministro afirmou que o dever de preservar tudo o que foi coletado é do órgão que fez a busca, ou seja, a PF.
"Tendo em vista que os materiais apreendidos ainda não foram encaminhados a esta Suprema Corte, esclareço que para a custódia dos aparelhos e seus respectivos materiais telemáticos impõem-se que as autoridades custodiantes os mantenham eletricamente carregados e em modo desacoplado das redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada", assevera o gabinete do ministro.
"Essa responsabilidade é dos executores da ordem proferida", conclui.
O tom e o texto do posicionamento do ministro explicitam que, sim, há, neste momento, profundo desconforto entre os investigadores e o relator do caso Master, rumoroso por sua própria natureza.
A crise do banco é considerada potencialmente a maior fraude da história do sistema financeiro do país.