O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL-PR), cobrou o presidente Lula(PT) a abrir o sigilo bancário do empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, acusado de envolvimento no esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS.
Em publicação nas redes sociais, Moro afirmou que, se Lula não esclarecer a origem dos recursos que sustentam o padrão de vida do filho, de nada adiantará o que chamou de “teatro no TSE”.
“Se o Lula não abrir o sigilo bancário das contas do Lulinha e não esclarecer a origem do dinheiro que custeia a vida luxuosa do filho foragido na Espanha, de nada adiantará esse teatro no TSE. O brasileiro já conhece as artimanhas do Lula. Um malandro… petista”, escreveu o senador.
Nenhum documento?
O ex-procurador da República e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), afirmou nesta quinta-feira, 22, que a campanha do petista não protocolou nenhum documento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Deltan foi escalado para acompanhar a abertura dos sigilos bancário e telefônico de Lula.
“Pessoal, tô aqui no Tribunal Superior Eleitoral, onde a gente veio conferir a entrega dos documentos de Lula e mais uma vez eles não trouxeram nenhum documento, absolutamente nada. Embora tenha dito que teria aceitado o desafio, queria entregar os documentos, chegamos aqui, não trouxeram nada”, disse Deltan em vídeo publicado nas redes sociais.
A campanha de Flávio afirmou que só irá abrir os sigilos bancário e telefônico do candidato depois de analisar o material apresentado por Lula.
“Nós temos tudo já. Não é nem condição, é porque a transparência não pode ser pela metade”, disse a advogada Maria Cláudia Bucchianeri.
“Se a gente confirmar que tudo que ele se comprometeu ele trouxe, será imediatamente”, continuou Bucchianeri.
Guerra de sigilos
Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a liberação e divulgação pública de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Ele também autorizou a divulgação de dados da primeira-dama Janja e de seus cinco filhos dele, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de três inquéritos por tráfico de influência.
A medida, porém, foi condicionada a Flávio Bolsonaro também autorizar a abertura das mesmas informações sobre si e seus familiares.
O senador impôs condições para aceitar o desafio de Lula e abrir seus sigilos telefônico e bancário.
“Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”, afirmou o filho de Jair Bolsonaro durante agenda em Guarulhos, região Metropolitana de São Paulo, na quarta-feira, 21.
“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, continuou.
A campanha de Lula afirmou nesta quinta-feira, 22, que o candidato aceitou as condições apresentadas pelo adversário para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos.
“Não adianta também depois da eleição. É preciso que todas as autorizações sejam feitas hoje para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão e quem não é ladrão neste país”, afirmou o senador Camilo Santana (PT-CE).
O ANTAGONISTA