Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_InterMossoro_1366x244px.gif

Política

Moraes veta visitas a Bolsonaro e isola ex-presidente em hospital

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu qualquer visita a Jair Bolsonaro durante sua internação no Hospital DF Star, em Brasília. A restrição atinge inclusive os advogados e demais familiares do ex-presidente. A única exceção na decisão é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que recebeu permissão para acompanhar o marido no centro médico.

Bolsonaro deu entrada na unidade de saúde antes das 7h desta sexta-feira, 1º, para realizar uma operação no ombro direito. O ex-chefe do Executivo cumpre prisão domiciliar e precisou de autorização judicial para o procedimento. Moraes ordenou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) mantenha vigilância constante na porta do quarto para barrar pessoas não autorizadas.

Regras de isolamento

A decisão judicial mantém o cumprimento de todas as medidas cautelares contra o ex-presidente dentro do ambiente hospitalar. O ministro do STF determinou que o 19º Batalhão da PMDF garanta a segurança ininterrupta no local. Além disso, a defesa de Bolsonaro tem 48 horas para entregar um relatório médico completo sobre o resultado da intervenção cirúrgica.

O parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, destravou a autorização para a cirurgia na terça-feira 28. Os médicos indicaram o uso de artroscopia, uma técnica com câmeras e pouco invasiva. O objetivo é recuperar a funcionalidade do braço e acabar com o sofrimento físico do paciente.

Dores crônicas e lesões

Os advogados de Bolsonaro apresentaram laudos que comprovam lesões de alto grau no manguito rotador. O documento cita que o ex-presidente sente dores fortes que pioram durante a noite, mesmo com o uso de remédios. A defesa alegou que a cirurgia é uma necessidade terapêutica real para preservar a dignidade e a saúde do ex-chefe de Estado.

A petição enviada ao STF reforçou que a intervenção não serve para conveniência pessoal. Os especialistas apontaram comprometimento nos movimentos do ombro, o que exigia a reparação imediata. Com a saída do Palácio do Planalto e as restrições impostas pela Justiça, Bolsonaro segue sob monitoramento rigoroso até o retorno para sua residência.

Veja também:

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado