O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, defendeu que Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato a presidência da República pelo PL (partido liberal), não tem "mérito" para ser chefe do executivo.
A noticia é do portal CNN. Guimarães ainda afirmou que o governo não se preocupa com o resultado das pesquisas eleitorais, que indicam um crescimento de Flávio. O ministro acredita que o nome bolosonarista vai "desidratar" antes do pleito.
"Tenho muita consciência que a campanha nem começou ainda, vai chegar a hora da onça beber água e vamos desidratar esse opositor nosso, porque ele não tem mérito para ser presidente da República em um momento como esse. O Brasil precisa de estabilidade", afirmou Guimarães durante café com jornalistas nesta quinta-feira (16).
Guimarães ainda disse que Lula já montou uma coordenação de campanha e que o time está definindo as estratégias para o pleito de outubro
"Pelo que eu conheço, pela relação que eu tenho com o presidente Lula e pelo o que eu vejo desse outro candidato, não vai segurar", afirmou Guimarães.
Segundo o ministro, os três estados que decidem as eleições são São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, em Minas Gerais, o que falta é "Pacheco dizer que é candidato. A hora que ele disser, o palanque já está montado".
Guimarães acredita que a definição no estado mineiro vai se resolver nos "próximos dias".
Quando perguntado sobre a possibilidade do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), que disputou o segundo turno das eleições de 2014 com a ex-presidente, Dilma Rousseff (PT), aparecer no palanque de Lula no estado, Guimarães não negou e afirmou que "a prioridade é Pacheco. Tudo mais embaixo será ajustado com os interesses do Pacheco".
Pacheco é apontado como o "plano A" do PT para disputar o governo do estado, mas não confirmou a candidatura. O senador e Lula se reuniram em fevereiro no Palácio do Planalto. Na ocasião, o presidente teria prometido “fazer de tudo” para viabilizar a candidatura do senador.