Uma vitória com a cara dessa sofrida e desprezada Série D. O América foi até Caruaru e conseguiu triunfar sobre o Central de Leandro Sena, 2 a 1, no estádio Lacerdão, de péssimo gramado. A partida, válida pela terceira rodada do Grupo A3, foi realizada na tarde deste domingo.
Os gols da partida foram marcados por Ferreira, um golaço; Augusto Potiguar empatou cobrando penalidade, e Salatiel, na sua estreia, definiu a vitória do rubro natalense que o coloca na liderança isolada.
No jogo não tenho muito o que contar. O América não encontrou seu jogo, os criadores - Davi Gabriel, Henrique e Dudu - não estiveram muito ativos. O Central comandou as ações dos primeiros 20 minutos, pressionando, mas sem maiores riscos.
A partir dos 22, o Rubro entrou no jogo, criou algumas situações de ataque, já não se mostrava tão inerte e, aos 30 minutos, abriu o placar, golaço de Ferreira pegando de primeira, depois de bate e rebate da defesa do Patativa.
Os momentos seguintes da partida foram de insegurança do Central, melhoria do América, mas sem que o time natalense tirasse proveito do "baque" sentido pelos centralinos. Final da primeira etapa.
Veio o segundo tempo. Moacir tirou Renan Siqueira, amarelado, e fez entrar Salatiel tentando melhorar sua força de ataque. Mas o Central veio para cima e empatou logo aos 4 minutos, golaço do Augusto. Moacir mexeu de novo, sacando Henrique para Aruá.
A toada continuou a mesma. Muita pressão dos pernambucanos empurrados pela torcida. O América praticamente só se defendia e num contra-ataque, o estreante Salatiel marcou o segundo gol, o primeiro dele com a camisa rubra.
Pouco tempo depois, Hebert foi expulso, ainda não deu para saber se foi injusto ou não. Com a mais, o time da casa saiu para o abafa. Pressionou no jogo aéreo, principalmente, mas aí apareceu o sistema defensivo e o grande goleiro Renan Bragança.
O Rubro ainda teria um contra-ataque com arrancada espetacular de Salatiel, ele venceu os zagueiros, driblou o goleiro, seria um golaço, mas perdeu o ângulo e não teve forças para concluir o lance.
Mais pressão do Central, mais ação defensiva do América e final de partida.