O ex-assessor Robson Calixto da Fonseca, réu pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, pediu ao ministro Alexandre de Moraes para ter prisão domiciliar.
A noticia é de GABRIELA COELHO. Ele era assessor do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Inácio Brazão. Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, é acusado de integrar a organização criminosa responsável pelo crime, atuando como intermediário entre os mandantes e os executores.
No pedido, a defesa diz que é alta probabilidade de o réu estar com câncer de próstata.
“Em exames médicos recentes descobriu-se um aumento abrupto e desproporcional da sua próstata, sugestivo de câncer de próstata”, disse.
Segundo o advogado, existe a necessidade de realização da biópsia com uma abordagem diferenciada por contada anticoagulação e a prisão não é o local com perfil mais adequado à continuidade do tratamento.
Nos dias 24 e 25 de fevereiro, a Primeira Turma vai julgar a ação penal contra cinco réus acusados de mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes.
A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) foi recebida pelo colegiado em junho de 2024. São réus:
– Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ);
– Francisco (Chiquinho) Brazão, ex-deputado federal;
– Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro;
– Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial;
– Robson Calixto Fonseca
Eles também respondem por homicídio qualificado e por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves.
O colegiado vai decidir pela condenação ou pela absolvição dos acusados e, em caso de condenação, fixar as penas, com possibilidade de recurso em ambas as hipóteses.